Marinha do Brasil , valores…

No dia 13 de Dezembro é comemorado o Dia do Marinheiro, data tradicional da Marinha do Brasil, tão nobre, poética, e extremamente musical em seus valores e símbolos. Tenho um antigo e amplamente divulgado histórico de relacionamento com a Marinha, muito devido à incorporação da música Planeta Água ao projeto Amazônia Azul, que todos os brasileiros deveriam conhecer – um estudo dos biomas da plataforma continental e das imensas águas territoriais brasileiras. Há necessidade de um “plano de manejo” perante a Organização Mundial do Comercio, país que não implementar isso, corre perigo de perder soberania “em prol da homanidade” ( sic…) Os brasileiros nem sabem disso. A disputa internacional pelas riquezas incalculáveis desse gigantesco universo, ainda tão longe de ser plenamente conhecido, é uma luta em que todos deveriam se alistar, ou ao menos se conscientizar. As águas internacionais são motivo de uma cobiça sem limites, tanto na pesca predatória quanto em várias outras práticas criminosas, na impunidade da mais vil pirataria.
É a Marinha do Brasil que cumpre a árdua missão de garantir a nossa soberania, e a proteção militar da biodiversidade. Briga de cachorro grande. Nações historicamente agressivas querem reduzir a área sob jurisdição brasileira, e o Brasil conta com uma Costa marítima monumental, uma das maiores do planeta. A área em questão é maior do que a da Amazônia, símbolo supremo da preservação natural…daí o título de Amazônia Azul. A sua riqueza biológica, mineral, é algo inimaginável.
Uma emoção muito pessoal a respeito…
Vou contar um episódio importante na minha vida, relacionado à Marinha : Em 2012 fui convidado a participar das comemorações centenárias dos Fuzileiros Navais, com a Orquestra Sinfônica da nobre corporação, no Theatro Municipal do Rio. Foi uma noite de gala, inesquecível. Quem tiver curiosidade, publico um link de youtube no final deste texto…
Pois bem…A apresentação, em arranjos inspirados e execução impecável, foi de uma beleza única…E, para coroar a noite, quando adentrou no Teatro o conjunto completo de gaitas escocesas ( uma tradição belíssima dos fuzileiros ) o meu arrepio e as lágrimas compulsivas foram difíceis de conter. Me lembrei imediatamente do papai, fã ardoroso da Marinha, dos Fuzileiros, e especialmente das gaitas escocesas…E pensei no orgulho que ele deveria estar sentindo do filho, que, de um simples cantor de auditório, havia se transformado em compositor de prestígio na MPB, e daí, pelas voltas que o mundo dá, veio a ser incorporado por instituições tão nobres, devido ao conteúdo de suas músicas…Aquela cena, aquele som contagiante das gaitas penetrou em territórios desconhecidos da minha alma. É em momentos desse naipe que descobrimos a importância de valores como o orgulho dos antepassados, orgulho de termos uma Pátria. Essa emoção está sempre pronta a aflorar, se manifestar, eclodir em atitudes concretas da nossa relação com o Brasil. Ela precisa ser plantada, lá na terra inocente da infância, para um dia florescer e frutificar, como aconteceu comigo, e com tantos compatriotas da minha geração e das gerações de nossos pais, de nossos avós. Por mais que tenhamos que avançar céleres nas transformações sociais, na inclusão dos excluídos, na evolução das instituições rumo às tão almejadas igualdade, fraternidade e justiça, no desmantelamento dos privilégios e perversidades, não será jamais extirpando os símbolos fundadores da República que lograremos o êxito do Brasil se transformar no País idealizado por todos. Quando dizemos “país idealizado por todos”, temos que lembrar dos nossos antepassados que lutaram para permitir que chegássemos até aqui. Gente que lutou e morreu nas Guerras. Gente que suou a camisa, como meu pai, para ser um médico e trabalhar como um leão pelo bem dos pacientes, dando plantão , com orgulho, num hospital público, operando esfaqueados no Carnaval, salvando a vida de pessoas pobres, muitas vezes até de bandidos. Uma vez, vi meu pai chorar em casa, calado, sem conseguir nem tomar uma sopa na mesa do jantar, solitário, tarde da noite, exausto e desesperado por não ter conseguido salvar uma vida numa mesa de cirurgia, tendo feito massagem cardíaca de emergência, tendo lutado com uma vida humana nas mãos. Penso quantas vidas ele conseguiu salvar, sendo o cirurgião que era. Esse espírito iluminado que me guiou, com certeza estava ali chorando comigo, ao ouvir as gaitas escocesas dos Fuzileiros Navais. Então é essa lembrança de honradez e amor ao semelhante, ao coletivo, ao ideal, que precisa estar presente em todos os dias de luta, de guerra e de paz.
No Dia do Marinheiro, minha homenagem à gloriosa Marinha do Brasil.

( 08 de dezembro de 2013 )

Anos 70

Vôo Salvador/ São Paulo. 2013, um “sol de quase Dezembro”.
Agora é 1970. Ano da Copa do México, o Banespa…E quase que o Brasil não passa da Inglaterra, não fosse a cabeça milagrosa do negão…90 milhões em ação, pra frente Brasil, do meu coração…Colégio Bandeirantes, dificílimo, a turma era de craques que prestariam ( e a maioria iria passar ) para Medicina na USP, e eu boiava total, vinha de um histórico lamentável no Colegial do Roosevelt …Lembro que foi no Catedral ( ou no Jabér – no Paraíso) onde a gente ia comer esfiha de lanche…que soube da morte do Jimi Hendrix…O Cursinho no meio do ano foi o “Med”, na Augusta ( hoje “baixo augusta” ) e era mais um pretexto pra eu sair pelas noites, andarilho pela cidade, sempre solitário com meus caderninhos. Em casa, eu, angustiado, procurava não ficar , minha realidade era nas ruas. E em Sidarta, Demian, O Lobo da Estepe. O Processo e Metamorfose, Hesse, Kafka., Sartre, Maiakovski, Marcel Proust -Em Busca do Tempo Perdido , o Caminho de Guermantes. Os Beatles e Abbey Road – Here Comes the Sun…It´s all right…Até hoje, o arrepio da perfeição. A noite absurda da Ditadura, os anos sombrios…a odiosa pipoquinha soletrando a letra na TV: “ Esse é um Brasil que vai pra frente… ,hou,hou,hou,hou,hou… “ Não passei no primeiro Vestibular, eu ainda estava preso na segunda época, precisando de 7,5 de Química, 8,5 de Física e..pasmem..9,5 de Matemática ( média anual de 0,5 ) como o legendário Prof. Cattoni…esse era pedreira…mas era um coroa absolutamente genial, fã ardoroso de “Jeannie é um Gênio”…passei em exame oral, Calculo, nem acredito, ele me deu 9,7, dizendo que 10 ele nem daria para Leibnitz… e me livrei da tragédia com o papai, estudando naquele verão escaldante de 70 para 71 como nunca havia estudado antes..E então eu iria para o Anglo, prestar “pra valer” para a FAU, a velha FAU que me atraía por causa da história de Chico Buarque… Cursinho…Eu ainda lutava contra as espinhas no rosto –um flagelo terrível – por um tempo meu apelido foi “abacaxi”- vivia tomando sol, eternamente bronzeado, o Stavale ( física ) me pôs o apelido de Chocolate…E quase que o apelido grudava, como grudou o “Maisena” no Luiz , o melhor desenhista que conheci, um gênio… Moedor de carne, fábrica de salsicha, o vestibular se transformou numa obsessão, me vi um devorador de apostilas, competição desvairada…Foi o ano de Toquinho e Vinícius…”Um velho calção de banho…o dia pra vadiar…” aquele disco genial, como marcou, Vinícius em plena forma, cantando a Bahia, feliz…e ainda faz parte total de mim….Na verdade, eu não iria para a adorável FAU da Rua Maranhão, mas sim para a na FAU de Villanova Artigas, a FAU nova de concreto, com suas inúteis mapotecas…em meio aos jardins totalitários do “campus”. Na prova de Linguagem ( a famigerada “segunda fase” ), o tema “A Praça e o meio urbano”…vinha a calhar…e eu arrasaria com um poema sobre o mendigo na praça…uma letra cavalar de música pronta, que eu tinha feito nas caminhadas solitárias da noite…”Sua sombra projetada na calçada…” Mais uma vez, a música me salvaria…A música e a poesia sempre foram tudo pra mim, o meu motivo de existir. Amigos novos, o Bicalho, o Ruy, a Marcia Vital, e tantos outros que ainda quero igualmente tão bem, para sempre..Que idade linda, quanto orgulho de nossa turma….Um tempo de desafio e beleza. As aulas revolucionárias do Flavio Império. As de História da Arte, então, eram o paraíso, Chagall, Mondrian, Lèger, Picasso, os impressionistas, o surrealismo… No inverno de 72, o Festival de Ouro Preto, era a cabeça de um jovem que voava… Por conta de uma namorada do Festival, fui conhecer o interior de Minas, Piacatuba de Leopoldina…Eu viajava de ônibus na madrugada, Viação Transcolin, passando pela fantasmagórica Siderúrgica de Volta Redonda por volta das 2 da manhã, levava 7 ou 8 horas até Leopoldina, e depois ainda tinha o “cata-jeca” até Piacatuba…Um povoado simples, tudo novo pra mim, com uma igreja, uma escola, o mata-mata (bilhar) e o céu estrelado do interior do Brasil…Olhos fechados, agora viajo fundo num tempo remoto de ócio e serenidade…Agora, que estou cansado do presente, nervoso coma compressão de um tempo desvairado, árido, escasso de flores emotivas exceto dentro do nosso santuário particular…Esqueço agora do mundo embrutecido pelas ocupações supérfluas que hoje fazem o cotidiano compulsório da modernidade… Lá fora, a velocidade inútil e ruidosa de um mundo conectado que perdeu noção da pureza . Lá dentro do santuário da memória inexpugnável, viva, o passado inocente , pra onde fujo a escutar as mangueiras repletas de cigarras chiando, no alto verão, na tarde tórrida e preguiçosa do vilarejo… Ligações telefônicas com telefonista (o próprio “ oh, telefonista” de Feira Moderna, do Beto Guedes…) Por isso me tornei um primo bastardo do Clube da Esquina… Jogo de futebol da peãozada, os beques de fazenda, um deles – um tal de “Aú” ( devia chamar Artur, mas, fanho e desdentado, era mesmo o “Aú”…partia pra bola bufando: Aú…Aú…Aú…era um perigo, ranca-toco total…E a torcida apupava : Aú…Aú…Eu era o maior perna-de –pau, corria com a bola pela ponta-direita, ninguém me parava…quando conseguia cruzar, era sempre gol…Mas na maioria das vezes, saia com bola e tudo , daí o meu apelido naquele “baba” : Vaca Louca. Pipocâo, com medo de fraturas num “campo” (pasto) repleto de cupinzeiros de barro duríssimo… Verão de um Brasil rural e familiar, que não encontro mais por mais que procure na saudade ( hoje é só agronegócio, só cheiro de cana e laranja podre, hoje é a peãozada cortando cana atolada no crack ) e ficam num passado sagrado as jabuticabeiras, os caules revestidos de bolinhas pretas e doces como brigadeiros sem culpa …(naquele tempo, encarapitado lá no alto, devorei três “pés sozinho, isso mesmo, mais de 10 quilos de jabuticabas enormes com caroço e tudo –deslumbrado sem a menor noção – fiquei bem umas 3 semanas sem cagar, fui parar até no hospital pra desentupir , tirei chapa do intestino, parecia um concreto com brita, quase morro) . Mas estou aqui, bem mais de 40 anos depois. Quantos perigos, quantas quedas de árvore, quanto carreirão de boi, de bode, de touro, de vaca brava, de cachorro bravo, pulando cerca ,emaranhando no arame farpado, picada de aranha caranguejeira , ataques de abelha, de marimbondo, formigas lava-pé, carrapato, micuim no saco, berne na cabeça, chá de lírio, de cogumelo, porres de conhaque, de campari e licor… E quanto tombo no amor…e como a vida é mais forte! Estou em mais um vôo. Agora estou lá. Ao longe, o mugido confortável no pasto, as galinhas ciscando no terreiro…Café em côco, secando ao sol. Garrafões de cachaça no chão da tapera, tampados com sabugos de milho. Fogão de lenha, o ploc- ploc das panelas de ferro de arroz e feijão na banha, do doce de abóbora no tacho….a tarde caindo laranja e violeta, o banho de ribeirão…Naquele verão reinavam absolutos Gil no 2222,” O sonho acabou…ihh”…”A ema gemeu no tronco do Juremá”…”Se oriente, rapaz…” e muito, mas muito Milton e Lô, lá no Clube da Esquina, “com sol e chuva você sonhava…”,”se você quiser eu danço com você no pó da estrada “ “o que vocês diriam dessa coisa que não dá mais pé”…”alguém que vi de passagem…numa cidade estrangeira…lembrou os sonhos que eu tinha e esqueci sobre a mesa …como uma pêra se esquece…dormindo numa fruteira…” , “ “coisas que o vento vem às vezes me lembrar”.. “para quem quer se soltar..um vento cais, um vento mais que a solidão me dá…invento lua nova a clarear…invento em mim o sonhador…“ pensar que fui um dos privilegiados expectadores de um show histórico do Milton, com Toninho Horta, Novelli, Luiz Alves, Wagner Tiso, Robertinho Silva, meio vazio, por sinal, no velho Teatro da GV, e eu chorei tanto…era exatamente aquilo que eu queria ser…buscar…custasse o que custasse…Ainda ouço lá ( e sempre vou ouvir ) muito Pink Floyd do Atom Hearth Mother, o disco “da vaca…”…”Would you like to say something before you leave …Perhaps you’d care to state exactly how you feel …We said good-bye before we said hello… And I would like to know …How do you feel, how do you feel, how do you feel? Pá..pá pá…” … e pensar que isso ecoava na abertura do Jornal Nacional… neste vôo estou ouvindo bons tempos em que o “mainstream” flertava com a vanguarda…e ainda está lá a profundidade do Egberto Gismonti, do “Água e Vinho”. Essas coisas aí sou eu ! São eles, mas também e completamente sou eu…Me desculpem se agora não estou no tempo de agora. Com licença, mas preciso urgentemente voltar para lá. E esse é o vôo de hoje.

( 4 de Dezembro de 2013 )

Gratidão e estado de Graça

O ano terminando…Um ano muito agitado, acelerado. Publiquei aqui um montão de idéias, muitas questionáveis, e peço a compreensão de que em nenhum momento quis impor nenhum conceito de cima pra baixo, só compartilhar por necessidade de desabafar… Se não respondi muitas perguntas ou não fui recíproco, me desculpem , preciso manifestar o carinho e respeito pela diversidade de opiniões, pela fé de cada um, pela linguagem respeitável e individual de centenas de milhares de pessoas. Cada um pensa de sua forma, tem sua ótica pessoal, e estou aqui para solidarizar muito mais do que polemizar de forma irresponsável. Aos 60 anos, a compaixão é infinitamente mais presente, poderosa, cortante, do que a combatividade de querer mudar o mundo. O mais importante é eu dar o meu testemunho de uma caminhada, de uma reconstrução. Muita gratidão, infinito reconhecimento a uma vida tão generosa, a solidariedade, a malha invisível que nos liga a nossos amigos e mantém de pé os nossos sonhos. Há um ano atrás, eu estava consciente da necessidade de uma guinada, uma transformação, um renascimento, que se materializava numa operação de catarata que mudou a minha visão física, mas que marcava um insight poderoso. Lá na mesa da cirurgia, eu enxergava a realidade da esperança, sempre “por um fio”. A nossa esperança é preciosa e muito delicada. Uma tênue luzinha, na fragilidade da sedação cirúrgica, me dizia que por aquele fiozinho poderia passar um Universo, o futuro, uma revolução. Mergulhei numa crise que não era negativa, muito pelo contrário. Procurei onde estaria a força primordial, que me fez chegar a tantos milagres que não me pertencem, mas pertencem sim a um plano misterioso. Dêem o nome que quiserem. Cada um dá a interpretação que prefere para os milagres. Eu tinha pela frente uma missão, de provar pra mim mesmo que eu não era apenas uma peça de museu, uma referência carinhosa para tantas gerações de admiradores. Que qualquer passado glorioso de admirações, sucessos e tanto reconhecimento era muito pequeno perto da resiliência dessa esperança, o fundamento imorredouro. Me redescobri alegre por ter um longo trajeto a percorrer. Sentí a alegria de ter um “madeiro” para carregar, montanha acima, a felicidade incrível do desafio. Não tinha muitas músicas já alinhavadas, tinha pouca coisa embrionária, estava destreinado e me sentia meio aposentado como compositor. Mas acordava dia a dia feliz pra caminhar mais um milímetro, nota por nota, palavra por palavra, frase por frase, acorde por acorde. A partir de um ponto, vi que estava verticalizando algo, uma espécie de edifício, e não ligava para nada mais, aquilo estava me devolvendo a alegria de viver, de cumprir a minha verdadeira função no mundo, que é de criar coisas onde elas não existem. Estava reinventando uma coisa chamada FOCO. A maior parte da vida, não temos foco. O cotidiano bruto, o mundo dispersivo, os zilhões de possibilidades e prazeres e necessidades , as vaidades, o ruído do mundo, nos fazem o tempo todo ficarmos atarantados e atrapalhados. Ter foco é a grande sabedoria, o pequeno detalhe que faz toda a diferença . O foco é parte inerente do amor. Amar é ter foco. Às vezes , para alguns, o nome disso é a “religião”, o “religare” que pode nos dar esse foco. Às vezes, é a simples ambição que basta para uma pequena vitoria. Às vezes, é determinação, teimosia. Com foco, eu me sinto como um estilista bolando uma coleção. Um artista plástico preparando uma mostra. Um coreógrafo preparando os atos de um espetáculo. Um doutorando preparando uma tese. Um profissional prestando concurso. Um ator entrando num personagem. Vestibulando. Atleta. É tudo igual. Foco, foco, foco. E as coisas, as soluções, as obras, os resultados primários começam a pipocar como cogumelos num videogame. E as músicas começavam a sair, uma, outra, uma terceira…Quando ví , estava como era de costume no “passado glorioso”, fazendo seis músicas simultaneamente. Quando saíram “Condição Humana” e “Olhar Estrangeiro”, eu percebi que estava fazendo um monolito, uma pirâmide, algo muito coeso, cheio de riquezas interiores, senti que tinha reatado em mim o velho Guilherme, o adolescente que tinha um radinho de pilha tocando embutido dentro da cabeça…Um mês bastou pra fazer um dos melhores discos de todas as fases, desde lá do começo…Chamei a banda, que já estava totalmente engatilhada e igualmente focada…Quantas ajudas inestimáveis, dos amigos, dos filhos, dos colaboradores ( muito mais do que empregados, amigos solidários ) o amor sincero e puro da mulher, vibrando, indo conhecendo cada musica que saía, a vibração de todos…Aquele lugar mágico, que eu choro só de pensar…as árvores companheiras, as estrelas no céu da Bahia, a constelação de Órion na cabeça, ( Tempo traz o que você não esperou , nem percebeu que não volta mais, viveu, passou, morreu…Tempo jaz misterioso num cristal…dentro de nós vai regendo a orquestra, a vida, máquina…Tempo vai se escoando pela mão..e eu vou beber dessa fonte , mergulhar no Rio do Amor …lá no fundo é uma paz…é um silêncio interior pra eu escrever meu livro…) a piscina de água quentinha, a Bahia, os cajueiros coalhados de vermelhos frutos de perfume inebriante, a colheita do resultado de tantos anos de batalha – o estúdio, meu ninho, com os pianos alegres e felizes de estarem ganhando vida, som, melodia, tudo cantava…Um dia, outro dia, uma semana, duas, três, num torvelinho insistente, mergulho profundo e veloz. Quando estava tudo já alinhavado, a boa surpresa do coro, a solidariedade dos colegas, as resenhas, criticas generosas, o ciclo virtuoso. Só gratidão. Ficou tudo amarrado, o passado, o presente, o futuro, tudo faria sentido. Por tudo isso, fica o imenso prazer a ser compartilhado com o mundo. É um mundo difícil, cruel ? É. Lugar de gente carne-de-pescoço, casca-grossa . Mas viva a delicadeza ! O mundão velho de guerra começa a mudar cada vez que mudamos nossa percepção. 2014 venha como virá, um ano talvez ainda mais acelerado e explosivo no mundo, e especialmente aqui… Vamos a isso… Não temos medo. Venha o que vier, pra mim, a gratidão é a palavra de 2013.

( 29 de Novembro de 2013 )

Cobranças

Constantemente leio opiniões de que “ando sumido”, que sou discriminado pela “mídia”, que só privilegia artistas questionáveis, etc..etc.. e isso deixa a gente triste, por mais que a intenção sincera seja de dar uma força.
Não sei o que eu deveria estar fazendo, além do que foi feito este ano, para que as pessoas mudassem esse discurso., já que por trás dessa insatisfação, existe, sim, a cobrança de mais resultados, uma sugestão de “insuficiência”. A humanidade é muito cruel, em suas boas-intenções. Não sou injustiçado, muito pelo contrário. Esta página vai chegando a 200.000 “likes”, com quase 800.000 preciosas pessoas participando.
Tudo o que almejamos, foi conseguido exatamente da forma planejada, sem eu ter que engolir sapo nenhum.
O tempo de “over exposure” na TV já foi, para mim.
Hoje sou um cara de 60 anos, que viveu tudo aquilo lá que está na história…
E vejam como é engraçado lembrar : mesmo no auge do ciclo espetacular dos anos 80, por exemplo, no ano de 88, com “Um dia um Adeus” em primeiríssimo lugar nas FMs, brilhando em total destaque como um “midas” do pop, emplacando uma série completamente irrepetível de hits, “passando na cara” da forma mais inegável, inequívoca, no esplendor de uma juventude de 30 anos, uma imagem perfeitamente bem construída , uma postura íntegra no mais invejado sucesso que era possível alguém querer ser aquinhoado, lotando ginásios de 5, 8 mil pessoas, passando o rodo total, eu “também era brutalmente discriminado”. Havia uma competição da mais escrota selvageria, no auge da viabilidade dos discos de vinil, e não tinha Globos de Ouro e nem Fantásticos pra mim. A gente lutava como leões pra vencer o eterno “esse cara já era”…
Quantas vezes ouví isso, já perdí até a conta…No meu segundo ano de carreira já tinham decretado que eu já era…E depois, em ciclos consecutivos, praticamente de dois em dois anos era decretado isso de novo…Já era, esse cara já morreu !
O “Globo de Ouro” que passou outro dia no canal VIVA, valeu muito pra eu refrescar a memória : eu ali estava com uma raiva represada, estava indignado porque a gente estava enfrentando uma dificuldade miserável na TV !!!!! Tinha muito artista pra pouco espaço. A nossa CBS batia de frente numa competição muito acirrada com a RCA ( BMG Ariola ), onde Miguel Plopschi, Michael Sullivan & Paulo Massadas reinavam soberanos e não davam mole para a concorrência, eram implacáveis. Pra não falar nas outras três players ( Poligram , EMI Odeon e Warner ). O disco de vinil era impirateável, e as companhias ganhavam muito, um negócio da china, quem viveu sabe como foi. Mas era muito difícil. E ainda é.
Por isso, quando surgem artistas novos abrindo caminho, quando os veteranos como eu conseguem um pouco de luz , é bom as pessoas darem o maior valor.
Nós mesmos, que estamos nessa batalha há décadas, temos que dar muito valor uns aos outros. Não ficarmos reclamando sempre, querendo mais, mais e mais.
Lembremos sempre que um dia, houve numa periferia pobre e esquecida do mundo, longe dos esplendores magníficos da grande Roma, uma quase-favela (num deserto miserável) chamada Galiléia, um proletário visionário, de uma tribo escravizada e humilhada, que fez uma pequena revolução local, prontamente reprimida, que absolutamente não apareceu na mídia da época, “passou batido” total…
Os Deuses palacianos, reverenciados, Jupiter,Mercurio, Saturno, Venus, Marte, Netuno, Plutão, viraram meros planetas ( este último até rebaixado recentemente a “proto-planeta” ) enquanto Diana, Ceres, Minerva, Pã, Vulcano, Cupido, Febo, e outros menos cotados, viraram marcas comerciais ou sumiram do mapa…
Ah !…Os caminhos misteriosos do sucesso….

( postado no facebook em 24 de Novembro de 2013 )

DIA DO MÚSICO !

Sempre tive orgulho de assinar : profissão: músico.
Sei que somos simples operários de uma arte intangível, mas fundamental para o mundo.
Eu nunca quis ser algo além de um músico…
Criança, me fascinava o ambiente dos compositores, das bandas, orquestras, os cantores. Meu pai tinha esse dom de tocar musica “de ouvido”, por amor, e me ensinou a tocar o cavaquinho e o bandolim. As melhores lembranças que tenho dêle são aqueles momentos na sala do papai, tocando em dupla, ele ao violão, eu pequenininho com o cavaquinho…Adoniran, Vanzolini, Garoto, Dilermando Reis, Noel, Baden,Jobim, Ray Charles…A gente tocava um pouco de tudo. Aprendi que o musico faz um esforço descomunal pra se aprimorar, precisa ter muita humildade.
Homenageio hoje a todos os colegas, grandes, pequenos, anônimos ou poderosos…Ser músico é emanar ao universo uma linguagem espiritual, elevada. Através do som, uma irmandade, uma comunicação instantânea. Homenageio Carlini, Blanc, Willy, Gabriel Martini, minha banda atual, e a todos os músicos maravilhosos com quem pude tocar e aprender tudo, dentro do pouco que eu sei ! Em breve vou escrever sobre cada um deles. Viva o dia do MUSICO !

( 22 de Novembro de 2013 )

Debate na TV

PROPOSTA PARA DEBATE ENTRE PRESIDENCIAVEIS NA TV

Proponho uma série de testes ao vivo, de aptidões básicas , a ser elaborada pelo TSE, e assistido pela população eleitoral em rede nacional.
Parte-se do princípio “tradicional” de que político, a grosso modo, é um ser que não tem aptidão pra nada, nasceu pra fazer reunião, audiência, mandar e ser “óbidicido”, que ordena a mulher fazer cafezinho, etc…
Quem não tirar nota mínima, não serve pra ser autoridade, só iria fazer lambança no “pudê”, então que vá lamber sabão. Tá fora.

Lápis, borracha e papel.
tarefa : desenhar um saci-pererê e uma cuca.
Tempo-limite : 1 minuto.

Folha de compensado, serrote, um martelo e pregos.
Tarefa : construir uma casinha de cachorro.
Tempo-limite : 7 minutos.

Trocar um pneu furado de carro popular. Colocar o estepe.
Tempo-limite : 3 minutos.

Baliza de kombi, de ré, em ladeira íngreme, entre 2 caminhões.
Tempo-limite : 4 minutos.

Ovo, queijo, manteiga, salsinha, sal, frigideira, espátula,
Tarefa : fazer uma ( ou um… ) omelete.
Tempo-limite : 3 minutos

( 22 de Novembro de 2013 )

Play for a Change

Play for a change…
Porque ainda gosto do mundo ? Porque ainda gosto da humanidade, apesar de tudo de ruim que ela demonstrou ?
O que há comigo, que insisto em olhar a vida e as pessoas com compaixão ?
Porque eu ainda penso que o mundo, sem a humanidade, seria incrivelmente monótono e sem graça ?
Porque não fico amargo de uma vez, vendo tudo errado, constatando que os vizinhos fazem “gato” de luz, de água, que só eu pago luz e água na minha rua ?
Porque, em mais um final de ano, não consigo ficar descrente, vendo pobreza e miséria, roubalheira sem fim, criminalidade de alto a baixo, enganação eterna, a humanidade escrava dos seus vícios ?
Num mundo tão duro , porque ainda choro ?
Porque olho pra frente e há um chamado irresistível rumo ao futuro e à esperança ?
Porque ainda me contagia o clamor da alegria simples, do povo simples do mundo, cuja maior beleza é deixar pra lá a preocupação e celebrar o dom da vida ?

( 22 de Novembro de 2013 )

Corrupção

A corrupção que corroi as contas publicas é uma tragédia de uma sociedade que não se organizou para se proteger. Quando as empreiteiras se unem para sobrefaturar e tornar a esfera publica da sociedade vulnerável aos carteis, quando os indivíduos olham as reservas financeiras do governo como um cofre a ser assaltado, quando persiste a visão generalizada das tetas inesgotáveis a serem mamadas, uma sociedade se mostra rudimentar e precária, num estagio primitivo de organização. De nada adianta atribuir esse ciclo vicioso apenas aos agentes do “poder publico”, como os “politicos”, os “burocratas”, pois a “polis” é feita pelo conjunto como um todo . Uma sociedade em que só se fala em direitos e mais direitos, muitos destes colidindo com outros direitos antagônicos, onde os deveres associados a cada direito são colocados de lado, e por fim esquecidos, é uma sociedade que está a caminho do caos e do esfacelamento. O direito à educação , que deveria motivar o dever do cidadão beneficiário estudar, é subvertido por outros direitos, o direito de contestar a escola ,o direito de negar o currículo escolar, o direito de enfrentar e humilhar o professor, o equivoco de um “direito” do aluno passar sem méritos acaba subtraindo do professor o direito e o dever de reprovar, a sociedade está toda ela vulnerável, sem a menor disciplina. Disciplina e deveres acabam por ser identificados convenientemente, confortavelmente, com costumes do passado, e a modernidade da evolução social se transforma numa geléia gosmenta de direitos sem deveres, típica da decadência e do atraso, que nem Keynes, Stiglitz , Carl Marx, nem Antonio Gramsci, jamais iriam aprovar, porque são pensadores aplicados , disciplinados, focados na necessidade de compreensão, civismo e luta de valores éticos. Não tenho nem amor e nem ódio a nenhuma das duas correntes . Se não me fascinam, também não me incomodam. Percebo que também são pouco e mal lidos, muito usados como escudo para a mais pura pilantragem envolvendo o “pudê”. A mediocridade convém aos imediatistas traidores, sejam de esquerda, de centro ou de direita, no final fica tudo podre, chafurdando na monotonia da estupidez egoísta, roubalheira sem fim, de sempre… As ideologias interpretadas na base da corrupção e da preguiça acabam por cultivar sempre a mesma cupidez, a mesma gula fiduciária das estruturas que na sua origem tanto provocavam rancor. Todos gritam e ninguém tem razão. Autoridade pública desmoralizada, descrédito geral. Governos e desgovernos, incompetência é impotência de quem só pensa em eleição, em seu projeto de poder. Quebra-quebra boçal nas ruas, pixação e vandalismo aos bens culturais de todos quer se justificar pelo assalto sistemático dos gabinetes. O lumpen pobre, ignorante, cobre a cara para depredar, o lumpen rico, aculturado cobre a cara com o capuz jurídico e se abriga covardemente nos foros privilegiados. Só “direitos”. O direito de uso do espaço público deveria vir acompanhado pelo dever subsidiário da defesa incondicional desse mesmo espaço publico. Os bancos depredados não estão nem aí…Quando alguém quer assaltar uma agencia, a segurança particular está ali para evitar. Na depredação, largam a bagaça na mão da policia. Poderiam proteger as agencias, já que lucros estratosfericamente imorais, não faltariam…Porque cruzam os braços ? Porque está tudo assim ? A quem interessa ? No meu íntimo, me recuso a ter vergonha da minha Pátria, porque a minha Pátria , na verdade, está mesmo é dentro de mim, na memória dos meus pais, dos meus avós, um conjunto de trabalhadores como eu. Ninguém teve moleza. É no dia a dia que se faz a Historia.

( 17 de Novembro de 2013 )

( 17 de Novembro de 2013 )

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Me solicitaram sugestões a partir do texto que postei, sobre direitos em excesso, e deveres zero.
A primeira sugestão é não desanimar e parar imediatamente com o discurso monótono do desalento, ceticismo, de ficar xingando o Brasil. O mundo é inteiro igual, o ser humano não é nada mais especial nos EUA, por exemplo, onde a sociedade é truculenta e onde O.J. Simpson não foi condenado pelo evidente assassinato da mulher, um escandalo na época.
Itália ? porca miséria… uma politica de piadas. França ? berço da Democracia, está sempre guinando para a extrema direita, xenofobia, exclusões raciais e étnicas, oligaquia perversa, Japão ? truculência total, escravidão e desumanidade no dia a dia. China e India, os novos milagres do mundo, sem comentários… É bom lembrar que se vc olhar uma foto de 1940 do Largo do Café ( como as que tem no Bar Brahma ) voce pode pensar que era uma beleza, tudo limpo, as pessoas “decentes” , tinham “compostura” …Voce não vai ver um preto, um mulato, um japonês sequer. Só um povo branco, burguês, de terno de casimira inglesa, de chapéu ( muitos panamás ) fumando charuto, algumas poucas mulheres de tailleur, uma sociedade “visível” completamente apartada da realidade. Onde estão os negros, ali ? Onde estão as massas do proletariado , invisível ? Olhe hoje. A inclusão não é uma conquista partidária, de uma corrente. Foi sangrenta, teve luta no dia a dia. Mas andou.
As pessoas até 30 anos atrás faziam piada de preto, de árabe, de judeu, de japonês – ( é bem diferente que piada de português , porque esta não é piada étnica ) .
Hoje não tem mais graça , aliás, pra mim e pra os meus filhos, nenhuma graça.
Mudou.

No tempo da Ditadura ( pouco tempo atrás ) o samba que se ouvia nas paradas de sucesso era : “Do Lado Direito da Rua Direita….” ( Originais do Samba, com Mussum e tudo… ) Pode ? Para pra pensar…

A questão é que o Brasil agora vai aprender a conviver e lidar com a liberalidade da Democracia.

É ruim ? Incomoda ver o povão ter sua expressão, as periferias, o gosto da maioria ?
A mim, não incomoda.

É fácil ficar chamando as décadas de 60, de 70, de privilegiadas, porque havia “cultura popular de qualidade” – fácil porque era uma sociedade de exclusão !!!
A coisa complica quando voce precisa conviver com as diferenças.
Não troco o meu tempo PRESENTE por nada ! Não me engano, o passado hoje parece doce porque está lá distante, já passou e está dominado na nossa cabeça, porque o passado é mais confortável, porque não implica em desafio, Parece doce, mas era escroto ! muito mais escroto.

Quem não estiver preparado pra conviver com a inclusão social, e quer a volta da aristocracia, está ferrado porque o mundo não quer mais o que já foi.
E eu quero o futuro.

No futuro, cada desalento, cada roubalheira que estourou na mídia, cada perversidade que é divulgada,cada êrro, cada acerto, cada confusão, cada discussão, cada controvérsia, tudo, mas tudo mesmo, terá sido um tijolinho na construção da democracia. Na História, nada se perde, e essa construção é lenta.

Temos que cuidar é pra não haver em hipotese alguma retrocesso de ARBÍTRIO. Essa a cagada histórica, porque o Brasil tutelado ficou infantilizado e parou no tempo da construção de sua democracia.
A violencia nas ruas é um sinal de tudo o que não queremos ver, uma anarquia que apetece tanto aos deslumbrados “revolucionários” moldados em outro tempo, década de 60 em que o quebra-quebra tinha o charme gauche da Contracultura.
Grande bosta de tempo ! Guerra Fria, exclusão, racismo, linha dura, roubalheira total, e ninguém podia abrir o bico.

Então, a melhor opção é lutar. Seguir adiante.
Mas se não é pra acreditar nas mentiras, se é pra se indignar, eu gosto ainda mais porque o caminho é esse.
Se é pra contestar, brigar todo dia, toda hora, melhor ainda.
Essa pedra só ficará redonda se rolar, bater, lixar, rolar, bater, lixar.
No fim, fica redondinha.

( 18 de Novembro de 2014 )

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Segundas sugestões.
Aceito desde já as críticas que rebateram meus posts.
É importantíssimo o embate de idéias, não só a positividade babando ôvo.
Vamos sim falar de EDUCAÇÃO que está um LIXO NO BRASIL.
Penso que fizeram uma mixórdia com Paulo Freire e sua a “Pedagogia do Oprimido”, adaptaram convenientemente para uma “inclusividade” que é PURA VAGABUNDAGEM .
UM DESASTRE.
Uma juventude praticamente analfabeta funcional, passando de ano sem saber porra nenhuma.
O Brasil está escrevendo “você” com c cedilha.
E os doutos filólogos em breve vão oficializar : VOÇE.
Isto é UMA TRAGÉDIA.
A sociedade está se tornando completamente boçal.
Ninguém “repete de ano” mais.
É preciso dar um basta nessa vergonha !
Sem o risco de repetir de ano, ninguém estuda mais nada.
Esse é um problema imediato em que voltamos lá para as cavernas.
Não tem argumento : o ensino no Brasil virou uma piada.
Não era uma piada, não, no tempo em que nossos pais eram crianças. Estudavam pra valer.
Veja bem qual é o fundamento disso

Voce pode cagar qualquer coisa, qualquer conceito, idéia, pensador, interpretando de forma errada, de acordo com as conveniências de sua mente tendenciosa ou de acordo com algum diabólico projeto de hegemonia.

Faça você mesmo uma pequena listinha de personagens que foram indevidamente incorporados, adaptados, que tiveram seu discurso adulterado pra compor essa geléia de ideologias que ridiculamente se chama de “visão contemporânea”.

Faça esse exercício. É muito salutar.

( 19 de Novembro de 2013 )

Orquestra Imperial

Orquestra Imperial, uma experiência inesquecível
Pra mim, foi uma passagem das mais agradáveis da minha carreira, ter tocado ontem no Bola Preta…Um grupo extremamente competente, unido pelo puro prazer da música, pelo lúdico mais salutar e resgatador da alegria, curtição total… Uma “cozinha” admirável, muito energética,nas mãos mágicas de músicos cultos e talentosíssimos, um público encantado e encantador. Adorei mesmo. Tiraram de letra o desafio de um repertorio novo, dando molho e contribuição valiosa em leituras primorosas para minhas canções…Valeu mais ainda eu poder atuar como músico acompanhante, no mesmo espírito que me envolveu há 41 anos atrás, com os mestres Jorge Mautner e Nelson Jacobina, quando eu ainda engatinhava na carreira musical…Me senti de novo recomeçando a vida artística, compartilhando o palco com artistas de verdade, na essência maior da nossa vocação. Obrigado.

( 15 de Novembro de 2013 )

Fio da navalha

Tenho muita gratidão pelo reconhecimento e palavras de apreço
de expoentes da cultura rap e black, a respeito de Fio da Navalha,
uma experiencia fundamental na minha carreira…Dedico então aos amigos Rappin´ Hood, Mano Brown, e a todos que curtem esse classico cult, a versão longa ( extended ) em vinil, com clicks e pops..
Muito fundamental será sempre divulgarmos esta ficha técnica, da qual muito me orgulho :
arranjo e Piano Fender básico – Serginho Trombone
Piano Fender complementar, Piano Yamaha e Voyetra 8 Guilherme Arantes
Bateria: Paulinho Braga
Baixo: Jamil Joanes
Guitarra: Robson Jorge
Percussão: Gigante Brasil
Leo Gandelman, Zé Carlos e Ricardo Ribeiro : Sax
Marcio Montarroyos, Bidinho e Donald : Trumpet
Trombones : Serginho Trombone.
A capa é da não menos legendária Vania Toledo.
Não é mole não !

( 13 de Novembro de 2013 )