Oráculo ?

Apostei com todas as fichas que Trump ganharia a eleição nos EUA, inclusive com fartas testemunhas.
Até em shows eu disse isso !
Todos os amigos sabem disso, apesar de a princípio eu não ter opinião muito favorável a respeito, e achar Hillary competentíssima, experiente,com todos os elementos para ser escolhida. Ela era muito mais “razoável”.
A adesão maciça do “elegante” Obama e da extraordinária Michelle, agora, na reta final, era uma “bandeira” de que nem tudo ia tão bem como as pesquisas eleitorais diziam, com uma vantagem que nunca “se abriu” de fato…
Livre- atirador (como o average-american tanto adora), “self-made”, Trump sempre trabalhou com o “emocional truculento”, que seu discurso espontaneamente tosco e sem rebuscamentos ou sutilezas jamais procurou “maquiar” com o polimento politicamente correto.
Por aqui, ninguém o achava razoável.
Mas isso não é novidade : o Brasil “erra muito”.
No Manhattan Connection, por exemplo, o Lucas Mendes, o Caio Blinder, o Mainardi, fazendo piadas e rindo do “carisma” de Trump, não souberam identificar essa possibilidade…
Isto que aconteceu era impossível.
Mas o mundo É UM REALITY ! (contrariando o raciocínio “razoável” de Obama).
O mundo real pode não querer o “discurso razoável” que tanto apraz à “diversidade majoritária”…

Aliás, toda a imprensa mundial se esmerou em realçar os defeitos de Donald, tratando o Empresário como um “bufão”.
E eu dizia : muito cuidado com os líderes carismáticos, com os supostos “ridículos”., os possíveis “bufões”…
A História atesta a todo momento esse fato: o mundo não escolhe pela razão aparente.
A “emoção imponderável”, a “explosão do discurso” na política, são fatores via de regra decisivos, e esses que “chamam a atenção” por serem “controversos” tendem sempre a ganhar.

A melhor escolha anti-Trump teria sido o Sanders. Este sim, com um discurso explosivo e polarizador. Hillary era o mesmo-do-mesmo, muita gente ficou no meio do caminho, sem se definir muito. Hillary pareceu anódina, insossa e amorfa, jamais disparou como deveria, como se esperava..
Trump conseguiu SER A NOTÍCIA, ser o EPICENTRO da eleição.
Nos discursos democratas, o assunto sempre foi Trump: não deu outra.
O mundo só tem falado de Trump, Trump, Trump…afinal, ele é um mestre nos “reality shows”, um monstro na comunicação, um especialista em jogos, e sabia muito bem o que estava fazendo.
Tudo é uma questão de moda : estamos assistindo aos estertores do “politicamente correto”, que foi uma “moda hegemônica” no período anterior. Mas não há nada de mais, as modas passam, simplesmente isso.

Quanto ao Brasil, meus amigos e filhos, minha mulher, todos sabem o que eu venho avisando… mas deixem isso pra lá, que não vem ao caso…

Oráculo ?
Nem tanto. Apenas um “atento pessimista”…
Apostar na estupidez humana é certeiro: o mundo sempre escolhe o que insiste em parecer ser “o pior”. Pode não parecer sensata a maneira que a realidade escolhe se apresentar.