As estéticas,a moda,e os maneirismos….

Nesses 40 anos, literalmente, me atirei no mundo,ví tudo mudar,das verdades quer eu sabia,só sobraram restos,e eu não esquecí toda aquela paz que eu tinha…Eu que tinha tudo,hoje estou mudo,estou mudado,à meia noite,à meia luz, sonhando…
Na letra original não tinha “quando eu fui ferido”,esse componente dramático só entrou para alavancar a música na novela Anjo Mau, na virada de 75 para 76…Provavelmente,se eu tivesse me recusado a alterar aquele primeiro verso,não teria começado a carreira fonográfica naquele momento,teria demorado bem mais ou talvez nem acontecido,vai saber…
Há 40 anos,com a minha saída da incrível banda Moto Perpétuo,eu estava livre para ser um cantor popular, mas a batalha estava desumana. Só se gravava em inglês,para tentar as trilhas de novelas. Meu pai,sabendo que eu queria mesmo partir para a música e largar a faculdade de Arquitetura ( A FAU-USP), já não aguentava mais a minha presença na sua casa e o clima andava literalmente hostil . Na Faculdade, eu andava com um tecladinho de estudos, e ao entrar atrasado na sala de aula fui humilhado por um importante professor de Cálculo,que disse para eu ir mesmo “fazer musiquinha” – os colegas riram e me zoaram. Ali foi um basta pra mim. Quebrei o pau geral, descí para a secretaria,tranquei minha matrícula e fui embora daquele “suplício” para nunca mais voltar.
Angustiadíssimo e neurótico, estive por um triz de me atirar do prédio. Mas na beirada da marquise, lá no alto, na hora “H” eu resolví que era bem melhor me atirar no mundo, que o mundo teria que me aturar, e aqui estou eu.
“Me atirei no mundo” era a frase com a qual eu começava aquela musica ancestral,iniciada no final do ano de 1968 do AI-5 no Brasil,e concluída em 1969,ano de Woodstock. Woodstock marcou muito nos costumes e na moda porque se propunha a instituir uma estética descarnada de maneirismos – ilusão. Instituía outros. Se é verdade mesmo que cada época tem os seus maneirismos, tudo tem como pano de fundo a realidade social, os movimentos pendulares da política,as convulsões econômicas,os colapsos e rupturas,e especialmente os períodos de reconstrução,as decadências e ascensões que propulsionam a moda…
Hoje em dia,aos 40 anos de trajetória,é natural que,para a nossa geração já longeva,pareçam ridículos os maneirismos exagerados de parcela considerável dos protótipos da época atual – especialmente no Brasil, país de notória adesão à superficialidade – mas o Brasil não escapa a uma época mundialmente “nonchalant”, pedantemente “cool” : os corpões malhados “comme il faut”, intuindo-se ali horas diárias de deliciosos suplícios de academia, suas endorfinas naturais, nutrientes e aditivos artificiais,óleos em corpos musculosos de suspeitas intenções e espelhos narcísicos, camisetas justíssimas enroladinhas nas mangas exibicionistas, barriguinhas de fora, ripadas,bainhas de cuecas cuidadosamente desleixadas pra aparecerem sem-querer-de-propósito nos jeans folgadões e caidões,nos exageros das ostentações protopunk,nos ouros dos “funks”,nos aços dos “punks”,nos óculos e bolsas exclusivésimos dos hypsters e descolettes,nas bykes yuppies,nos xadrezes grunge,e muito destacadamente – pro meu gosto- os cabelos batidinhos do lado e espetados no alto (tudo a ver com o design ridículo dos automóveis modernosos -batidinhos atrás e espevitados para a frente), os topetes abusados que nem Elvis ousaria, as impecáveis barbas metrossexuais aparadinhas com o zêlo exemplar das absolutas falta de conteúdo e falta do que pensar,do que fazer,pra onde ir, a profusão de tatoos e seus slogans buscando “fazer política” nos corpos,exibidos a público com seus manifestos de fé e de atitude,tudo isso acaba sendo uma alegoria de transformação numa realidade de mesmice e estagnação.
Parecem costumes antípodas de Woodstock.
Posso prever os impropérios das carapuças que se sentirão ofendidas aqui.
Os topetudos dirão que só pode mesmo ser um careca pra falar tão mal dos topetões. Ah, mas isso com certeza : naquela época,os carecas precoces, jovens como Joe Cocker, viraram símbolos de uma Era, de uma Revolução de verdade,de uma rebeldia que mudava de fato um mundo careta e absurdo. Não me lembro de nenhum topetão fazendo história ali. É bem verdade que teve uma banda palhaça de NY, Sha Na Nas, valeria pelo “teatro”, por ser “100 % Comédia” ,mas passou batido geral, uma atração de quinta categoria dentro de uma coleção irrepetível de gênios :
Outra verdade é que a nossa geração também foi plena de maneirismos: calças boca-de-sino,cabelões forçadamente “transgressoramente” desgrenhados de Jim Morrison, quando não, posteriormente, cabelos de glitter rock farofento, afofados com muito secador, chegando-se mesmo ao cúmulo do ridículo dos “mullets” ,curtinhos em cima e compridões atrás, que fizeram e fazem até hoje a caricatura dos vendedores dos “Guitar Departments” nas lojas de instrumentos musicais…E os primeiros neo-sertanejos também pagaram esse mico…
O mundo sempre foi um festival de maneirismos. Querem mais caricatura do que Hitler, Mussolini,e de resto, todos os “salvadores da Pátria” ?
No pós-guerra, década de 50, o niilismo “cool” dos muitos cigarros filosóficos (essa moda perdura resiliente nos “meios pensantes”) fazia parte de um mundo que precisava se reconstruir do absurdo das Grandes Guerras mundiais e sua macabra Morte Industrializada e do genocídio escancarado ( na verdade o genocídio só deixou de ser escancarado e localizado – agora é geral e “mocozado, na moita”).
Os 50 eram tempos de nouvelle-vague,de samba-canção,da fossa,da depressão alcoólica do “meu mundo caiu”. Os homens usavam bigodinho-e-escovinha e fumavam,ah, os cavalheiros fumavam sem parar. Uma multidão de Humphrey Bogarts, precederam os James Dean e os Marlon Brandos da década seguinte:uma nova onda de niilismo,nos 60 viria carregada de maneirismos “cool”: sussurros minimalistas de Chet Baker,dos sambinhas dos cantinhos dos violõezinhos,nos barquinhos,das tardinhas,tudo certinho em Copacabanas e Ipanemas de uma burguesia declarada com manifesto e claras palavras de ordem, embora progressistas – nada retrógradas diga-se de passagem, mas eram palavras de ordem “aristocráticas-gauche”, o design e moda invadindo as capas dos discos, logo desembocariam na reação popular de classe média-baixa da beatlemania,com seus terninhos “mod” e muitos charmosos joelhos de fora à la Twiggy e Mary Quant,no marketing descarado dos Beatles em suas caretas sessões de barbearia explícita com topetes chanel e corte-tigela, formato-de-capacete, nas emulações descaradas da Jovem Guarda com seus muitos anéis, botinhas de bico-e-salto-alto quadrado…
Nesse trecho, precisamente,entro eu, adolescente com muitas espinhas, com 14 anos no ginásio,sapato de La Pisanina, camisa da Franita com colarinho gigante, de palhaço mesmo, verde-limão, perfume Rastro, etc..etc..A gente era ( e ainda deve sempre ser) ridículo, por menos ridículo que queira parecer…Paciência…Pudemos de quebra curtir a chegada dos discos do Led Zeppelin, a chegada do Rubber Soul, do Revolver e do Sargent Peppers. Muito Steppenwolf, Grand Funk, etc… Que época incrível ! Eu, tocando nos bailes do Tenis Clube da Aclimação…Time of a Season, Donovan, The Zombies… Jimi, Janis vieram um pouco depois, já radicalizando bem mais…Com a evolução da lisergia,muitos panos orientais e oculozinhos de aro,babados rococó retrô…
O Rock era um mote perfeito, mas também tinha um defeito grave do qual seria vítima mais tarde : era eminentemente masculino. Prisioneiro da testosterona caricata, boa parte do que permaneceu cortante no Rock,hoje, se deve muito mais a uma estética gay: Queen, Cazuza, Legião. O resto é pura memorabilia , só “ritos coletivos”, previsíveis, como todo Rito deve ser… Não é curioso ? O quanto o satanismo também precisa ardentemente se assemelhar à liturgia “sacra” ?

Este post se deve muito às críticas aos “maneirismos vocais” introduzidos em re-interpretações de músicas minhas, e, de resto, em todo o mercado da música de hoje…
A mim, não incomodam. Mas eu mudo de estação.
Penso sim que há um excesso contemporâneo em vibratos, melismas e artificialidades virtuosísticas nas vozes que buscam um mísero lugarzinho ao sol, cada vez mais complicado pelo excesso de oferta, sejam sertanejos, soul music, axé, pagode, rock, pop,etc..
È rara a voz “lisa”, despojada de enfeites, que eu me habituei a gostar na Bossa de Nara, nos vocais despojados dos Beatles, nos lancinantes Stones, no rock/pop de Rita, de uma Chrissie Hynde, de uma Annie Lennox, no pop de uma Suzanne Vega, na elegancia econômica e discreta de uma Norah Jones de uma Dianna Krall… : seria a adorável voz lisa um outro maneirismo, uma caricatura de outras épocas ? E que agora se deve transgredir com exagerados pendurucalhos vocais ?
É por isso que eu não me sentiria confortável como jurado de reality vocal…
Rotulou-se como “aristocrático” cantar de forma “lisa” . É um êrro.
No Brasil, pátria das cantoras, eu destaco a maravilhosa Maria Gadú, soberana em estilo. A Danni Carlos com seu hit ( já antológico) “Coisas que eu Sei”, idem para Vanessa Rangel ( Palpite), tantos casos de incrível sucesso, como a Roberta Sá, a Céu, a Vanessa da Matta, a Adriana Calcanhoto, Leila Pinheiro, Joyce, Rosa Passos, Tiê, Mariana Aydar, Bruna Caram… nem dá pra enumerar aqui o quanto a voz lisa é infinitamente mais cortante e atinge mais os objetivos.
Não sei porque esse vício de vibrato. Quem gosta de voz do tipo “atração circense” é diretor de TV, que não entende nada de música e pensa que entende de audiência, pensa que o povão gosta de exagero e de caricatura – descambando frequentemente até para grandiloquencias líricas e histrionismos gospel desnecessários…Até o Gospel deveria cuidar para que o exagero não ponha tudo a perder….
Afora minha firme convicção de que lugar de artista é lá na sala dos calouros, junto com os colegas, e JAMAIS na mesa flavio-cavalcantiana de um “júri” ou nos abomináveis “tronos de jurados”…
Um artista será eternamente um calouro, como eu acho que sempre serei: do lado dos colegas, e não tirando o espaço de jornalistas, produtores musicais, mais adequados para estarem do “outro lado”…
Tenho alergia a essa enfeitação “moderna” da voz. Moderno é o despojamento, menos é mais. Eu iria ser o Zé Fernandes : só nota zero. Não suporto “clones” e nem “covers” – mas como está cheio disso, meu rádio fica muito mais no noticiário : mas aí é que é uma tristeza, só noticia ruim e baixo astral, lava isso, lava aquilo, desligo o rádio. Ligo a TV. Só realities. Concurso de vozes. Muita caricatura barata.
Sejam os exibicionismos “ao estilo” das divas Celine Dion, Mariah Carey, Toni Braxton, Laura Fabian e quejandas ( todas eu adoro, mesmo com excessos, para mim são divas e ponto final, jamais eu criticaria como fez certo colega… ) e que representam um vício insuportável das produções das TVs que privilegiam esse estilo…
Sejam os recursos trucosos de “autotunes” de “vocal punch”, que infestam o pop internacional, com vozes que já vêm desde a tenra infância com um “compressorzinho” insuportável, excessos de respirações, colocações de voz-de-boneca, todas iguais…

Não adianta: pra onde a gente vai, tem caricatura. Mas confesso que algumas parecem feitas mesmo para incomodar, porquanto gratuitas, numa época vazia de ideais e de significados.

Um dia vão lembrar das caricaturas de cada época. Todas podem ser questionáveis…
O que importa, mesmo, é o conteúdo, e não a mera embalagem.
Seja no estilo que fôr, com ou sem adereços, o que fica mesmo são as músicas, as letras, a emoção nas pessoas, os significados.
Querem saber ?
Nestes 40 anos não estou nem aí : no fundo,no fundo, nada da moda incomoda mais.
Só intolerância, ignorância, violência e impunidade.
No mais, cada um vive como quer.

O sucesso na arte

É incrível como sempre foi poderoso o “mercado da opinião”,as “curadorias”,a eterna balança da indulgência versus implicância,que levada às últimas consequências,se transforma em “culto” versus “condenação”.
Romero Britto é um fenômeno, independentemente do que achem que é Arte ou não-Arte.
Mas é único, e fez seu o sonho de nove entre dez artistas do mundo… Vender sua arte !!!
O maior problema na vida de Van Gogh : ser um mau vendedor.
Essa foi a verdadeira causa de sua agonia, de sua piração, e de sua morte. E muito do seu mito também – a injustiça,o drama,são fundamentais para o mundo se “solidarizar pela tragédia” – mundo macabro.
Mas eu confesso que, diante de um Van Gogh, qualquer um fica desconcertado porque é grande, é monstro, e ponto final.
Eu ví, com estes olhos que a terra há de comer, os Van Goghs a centímetros de distância, para “devorar” suas pinceladas trágicas.
Mas essas sensações diante da Arte são frutos de uma idéia construída…

O problema de Romero Britto com a crítica não é a grana inacreditável que ele está ganhando, mas sim a presença generalizada de seus trabalhos por toda parte. E a onipresença pode ser prejudicial, porque todo mundo tem, e se torna “menos valioso” já que a valia é proporcional à escassez e exclusividade… Armadilhas do sucesso…
O segredo de Romero Britto é uma combinação de marketing com ACABAMENTO. Os produtos dele são muito bem acabados, o material é de primeira, sem pobreza, os esmaltes e vernizes são espessos, generosos. Agradou em cheio.
É decorativo ? Certamente.
Romero é Pop, se apropriando despudoradamente de cores, texturas e formas em “estilo Picasso/Miró” – que se tornou um “top-trend” universal – é completamente competente e predador em sua esperteza : mas faz coisas belíssimas também.
Se Andy Warhol tem frequentado o MoMa, o Metropolitan, a Tate, a Documenta de Kassel, porque não deixar Romero chegar lá ?
Para o meu paupérrimo e prosaico entendimento crítico, Warhol fez muita bobagem também, mas morreu a tempo de não cair em desgraça pós-sucesso…Muitos “darlings” da crítica têm esse fator certeiro : morrer é um ingrediente fundamental na construção da Lenda…
O ideal é morrer logo após o sucesso: não esperar o refluxo.
Ou então sumir, como Greta Garbo ou Rimbaud…Ou os Beatles…

Belchior, por exemplo, demorou muito para implementar seu plano Rimbaudiano. As pessoas viram êle “na pior…”
Mas está virando um mito – e com muita justiça.

Bob Marley foi outro que demorou um pouquinho para partir deste insensato mundo. Quase caiu. Mas não demorou a morrer, o suficiente para prejudicar a imagem e a construção de sua lenda impecável.

Vejam bem, não estou comparando Britto a Marley, a Rimbaud , nem a VanGogh, e nem muito menos a Picasso, o meu grande ídolo catalão,artista monumental,bon-vivant,esperto,milionário,que viveu tudo que todos seres humanos gostariam de viver e que ninguém conseguiu jamais derrubar. Mas devem ter tentado…
O mundo não tolera o sucesso.

Humilde, prolífico, muito trabalhador e focado, Romero tem a mesma esperteza que um Malcom McLaren teve no Rock.
E Mc Laren era “roqueiro” ? Nem de longe.
Picareta ? Para muitos, McLaren era um mero mercador de faro oportunista. Mas fez também coisas legais, e é cultuado.

Isso é que deu o “modernismo” levado ao extremo,a busca irrefreada de “quebra de valores”,que deu tantos louros a tantos pastiches,meros rabiscos e os mais variados dejetos de pura picaretagem…
Quantas vezes, em museus, nos deparamos com quadros “importantíssimos”, cercados de uma multidão ignara, tirando fotos e babando ôvo, anotando garatujas vazias em seus ridículos caderninhos de puro fingimento erudito, perante “obras de Arte” que visivelmente são uma bosta, que só conseguem achar belíssimas os conhecedores de refinados memoriais descritivos e suas (já repetitivas, manjadíssimas) teorias de História da Arte…
Essa discussão é velha conhecida.
O mundo assistiu,no Século XX da transgressão,a vários endeusamentos de artistas que colocavam nas paredes das galerias mais conceituadas papel higiênico sujo com fezes, animais podres em decomposição,e outras “propostas estéticas altamente revolucionárias” que, francamente, a estas alturas já não têm mais significado nenhum. Se tiveram, foi significado fugaz, volátil, ninguém lembra.
Diante de um evidente “pastiche picareta” , eu prefiro mil vezes um bom Romero Britto – porque é evidente que é bonito e ponto final.

Romero não deve se importar com essa campanha de desgraçamento que os pedantes querem lhe impor.

É um profissional que disse sim aos seus desejos, disse sim aos desafios, disse sim aos desejos da classe média/alta, disse sim para as regras de mercado de um mundo globalizado, disse sim para os que acham que seu trabalho é Arte. E é um brasileiro que DEU CERTO !!!!
Milagres acontecem !

Um jornalista perguntou a Luciano Pavarotti qual era o segrêdo dele ter se destacado tanto numa prodigiosa geração de tenores, para se tornar o número um do mundo, uma lenda…
E Pavarotti, bonachão, respondeu que numa carreira artística o que vale mais é a capacidade de dizer NÃO.

Eis o dilema : dizermos SIM ou dizermos NÃO…

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/05/1623971-representantes-das-artes-tentam-explicar-a-rejeicao-de-romero-britto.shtml

PERIGOSA MÃE

A Vida é por um triz.

A Terra ígnea dá seus sinais.
A Vida só é possível porque a Terra apresenta um fator básico : a atividade vulcânica, que é um motor químico. Mas isso faz da Terra um local perigoso, limítrofe mesmo…
Espetáculo de rara beleza, o vulcão Cabulco é o terceiro mais perigoso do Chile, que tem 95 vulcões ativos. A Indonésia tem 120. Os EUA têm 130. O Japão, 67. Outros tantos na Rússia, Filipinas, México, sem falar na Islândia, uma ilha vulcânica por excelência : está em expansão, e há risco da crosta terrestre se “rasgar” ali , com a devoração de um pedaço inteiro da Europa. Outro ponto de interesse é a baia de Napoles, onde se supõe que a “bota” italiana” literalmente “chuta” um monstro adormecido, uma-boca-de-lobo que um dia poderá fazer ferver o Mediterrâneo : um cinturão de vulcões perigosíssimos : O Etna, o Stromboli e o famoso Vesúvio que “outro dia mesmo” ( em termos geológicos é claro ) tragou Pompéia…Coloco aqui um mapinha desse local peculiar. Um dia eu juro que vou conferir “in loco” a inacreditável Itália !

Voces sabiam que vulcões produzem, entre muitos fenômenos de extrema violência piroplástica, um “spray” de ácido sulfúrico ( aquele altamente corrosivo presente nas pilhas não-alcalinas e baterias de carro ) ….!@#%$&*!! …

Qualquer cenário desses, um dia, poderá ensejar um Armagedon vulcânico.
Há quem diga até que um dia os 500 vulcões ativíssimos da Terra poderão entrar em erupção simultânea, devido a condições específicas disparadas pelo Sol ( outro criador da Vida, mas igualmente um “assassino” em potencial )…

Há mesmo quem afirme que a Vida, que nos parece tão especial e miraculosa, já se criou e já se extinguiu MILHÕES de vezes universo afora…Assim, sem a menor cerimônia !…

Por hora, nós que acreditamos em uma “Proteção Misteriosa” , curtamos a beleza ígnea da Obra Divina.

O Chile deve ser de uma beleza especial, um dia nós iremos pra lá conhecer…

uma página interessantíssima para se visitar é esta :Chile Volcano EruptsVOLCÁN CHILENO CALBUCO ENTRA EN ERUPCIÓN Y ORDENAN EVACUACIÓN DE ALREDEDORES ARGENTINA-CHILE-VOLCANO-CALBUCO CHILE-VOLCANO-CALBUCO VOLCÁN CHILENO CALBUCO ENTRA EN ERUPCIÓN Y ORDENAN EVACUACIÓN DE ALREDEDORES CHILE-VOLCANO-CALBUCO CHILE-VOLCANO-CALBUCO CHILE-VOLCANO-CALBUCO CHILE-VOLCANO-CALBUCO CHILE-VOLCANO-CALBUCO CHILE-VOLCANO-CALBUCO VOLCÁN CHILENO CALBUCO ENTRA EN ERUPCIÓN Y ORDENAN EVACUACIÓN DE ALREDEDORES CHILE-VOLCANO-CALBUCO VOLCÁN CHILENO CALBUCO ENTRA EN ERUPCIÓN Y ORDENAN EVACUACIÓN DE ALREDEDORES CHILE-VOLCANO-CALBUCO Chile Volcano Erupts APTOPIX Chile Volcano Erupts VOLCÁN CHILENO CALBUCO ENTRA EN ERUPCIÓN Y ORDENAN EVACUACIÓN DE ALREDEDORESitaly_volcanoes_v2

http://www.volcanodiscovery.com/

A Obra

Vira e mexe, sou chamado a ir cantar Planeta Água, em programações ambientais, institucionais, essa canção acabou virando um tema padrão do qual muito me orgulho, pois sempre achei que o Brasil fosse a “pátria da água”, que a Terra fosse um planeta raríssimo em suas características miraculosas que propiciaram a existência da vida. Ultimamente, o tema “água” tem adquirido mais e mais conotações dramáticas, devido à forte estiagem que anda nos rondando – logo conosco os maiores milionários potáveis do Planeta…

Afora a evidentíssima causa-mãe  de todos os males : o “Crescei e Multiplicai-vos” que está cravado no gênesis de todas as religiões e sistemas de crenças… e aqui faço um parêntesis para afirmar que não sou nenhum exemplo de “economia procriativa” : 5 filhos , mas bem gerados e criados para o bem, acho que a natalidade com qualidade é benéfica para o mundo , o problema é a natalidade com falta de qualidade , mas isto é altamente questionável,  contraria os direitos universais, é tese autoritária , etc… atribuo este nosso momento particular ao agronegócio irresponsável e mal gerenciado, com suas fronteiras avançando gulosamente sobre a Amazônia, numa equação criminosamente incentivada por governos” imediatistas ( quando não criminosos, e isto parece via-de-regra) políticos irrefreavelmente entesouradores em suas ambições “familiares” e reféns de negociações de “governabilidade”, uma equação ignorante com sede de lucros de álgebra simples :  educação predatória + desmatamento industrializado + pecuária predatória + monoculturas predatórias + a absurda drenagem das bacias das regiões centrais que acabaram por resultar na “sede física” das grandes cidades do Sudeste – a sede como alegoria do lucro e da miséria – metrópoles precárias inchadas com milhões de refugiados de um êxodo rural exatamente provocado pelo mesmo agronegócio lá do começo da equação, fechando-se o círculo vicioso de um modelo completamente equivocado .

Sem falarmos no desperdício, absurda degradação de todas as bacias hídricas, contaminadas com venenos, pesticidas, esgotos e garrafas pet , todo tipo de lixo , numa verdadeira aula de como uma nação pode mesmo fazer tudo errado. Xingar a humanidade é asneira : já viajei muito para Inglaterra, EUA, Japão, Portugal e Espanha, e nada se parece com o Brasil, o Campeão da porcaria. Dizem que há países piores na sujeira, e eu acredito. O resultado aí está, entre todos os outros tipos de crise, a crise hídrica. Diz-se também que, no mundo, milhões morrerão com a escassez da água, especialmente nas regiões mais vulneráveis, zonas tropicais se tornando desérticas. É verdade. No final, a Terra inteira vai ser contaminada pelo descaso das áreas ignorantes. Mas o “mundo civilizado” também é extremamente ignorante , quando é predador hegemônico e não está nem aí quando gera sua riqueza em cima da pobreza alheia…  Quando fiz “Lindo Balão Azul”, eu também estava remetendo as crianças a pensarem com carinho nesta bola azul, a cada dia menor e mais perigosa para uma humanidade tão gigantesca e incontrolável, volto a repetir, em “escala Bíblica” : Crescei e Multiplica-vos”. realmente, para quem detém o olhar atentamente, em atitude de contemplação filosófica, meditativa, a Terra se assemelharia mesmo a um repositório proposital de condições especiais para o surgimento da biosfera , da “biota” , o conjunto de microorganismos, espécimes vegetais, animais, uma coleção de variedades espetaculares, cuja única explicação possível seria o Divino, algum Plano Sobrenatural. Não é sem razão. E mais extraordinária  se mostra a análise das condições cosmogônicas da Terra, sua situação no Sistema Solar, uma distância muito específica do Sol, a presença de Júpiter e Saturno , exatamente onde estão, agindo como nossos providenciais  aspiradores de asteróides,  nossos Gigantes Protetores… As tarefas ainda mais fascinantes da Lua, sua origem porosa, aglomerativa, uma bola de detritos, sugadora de partículas de um anel oriundo de uma colisão terráquea ancestral, a mesma Lua que lentamente, em milhões de anos, normalizou o eixo desgovernado da terra – que era uma zorra-  essa Lua geradora das marés, regendo como um “external clock” toda a sexualidade e a procriação, é uma das “nossas” mais importantes  guardiãs da Vida… É mesmo enlouquecedor o conjunto de peculiaridades terráqueas,  propiciadoras da vida : os cientistas classificam como “zona habitável”  a posição dos planetas Vênus, Terra e Marte.  Desses três, um tem o privilégio da vida. Um outro, Marte, já teve ao menos um oceano do tamanho do nosso Ártico : e se calcula há cerca de 3 bilhões de anos…Sabe lá o que são 3 bilhões de anos ? Uma “era  Cristã” são 2.000 anos. Ora, pela conta dos cientistas, havia um oceano no Planeta Vermelho há exatas 1.5000.000 “eras Cristãs” atrás… um prazo desses humilha qualquer concepção “grandiosa”, divinatória, para a Humanidade…é ridículamente grande o Tempo, ou as nossas dimensões e referências é que são ridiculamente diminutas e insignificantes ? Ou talvez ainda interessante, pois bem longe de certa mentalidades bitoladas, que costumam afirmar toscamente que “os cientistas estão querendo ser maiores do que Deus”, etc.. tudo isso só vem revelar ainda Mais Monumental a Obra, seja lá do Que ou de Quem for, a estrutura do Universo, da Criação , se revela sempre mais e mais gigantesca e complexa do que nossas cabecinhas-de-formiga jamais puderam conceber.

Ponto para a Ciência, que empurra cada vez mais  as instâncias místicas lá para as profundezas do Tempo e do Espaço. E ponto negativo para todo misticismo, quando este faz muxoxo e “debica” das conquistas da Ciência, sob a alegação de que Deus nos quer ignorantes e submissos a essa ignorância. Bobagem. Deus também seria o Criador da Ciência e da inteligência que busca explicações.

Confesso que estou pasmo com o desenrolar das pesquisas espaciais, devassando aspectos inusitados do Cosmos. Esta semana eclodiram confirmações científicas interessantíssimas .  Ganimedes, maior lua do Sistema Solar, com 5260 km de diâmetro, (pouco menos que a distância de São Paulo a Miami ) , portanto uma lua gigante, maior que Mercúrio… e que gravita em torno de Júpiter, tem mesmo um oceano com 100 km de espessura, debaixo de uma carapaça de gelo com outros 150 km de espessura. É uma caixa dágua e tanto. Essa mesma estrutura está presente em Encélado, uma lua de Saturno.

Calcula-se que haja centenas de bilhões de “Terras” no Universo, certamente encharcado de água por toda parte.

Chance de não existir vida além da Terra ? Zero.

Probabilidades de, em existindo vida, ser também baseada em água e carbono ? Infinitas.

Chances de não existirem outras civilizações na chamada “Obra de Deus” ? Literalmente Zero.

O tempo de uma Grande Revelação se aproxima ! Só não se sabe se será uma Boa Nova… para uma humanidade que vinha levando sua vidinha, ainda sem solucionar seus desafios internos, domésticos,  “intestinos”, eternamente “se achando”numa confortável solidão… crente de ser uma espécie agraciada com um Projeto Todo Especial …

Afinal, toda esperança humana ainda reside no Sobrenatural… Mas que a Obra é grande, isso lá o é !

 

Mackie 8 bus tem salvação !

Dicas do Século by Daicon Designs !!! Mackies 8 bus têm salvação !!!!

Pedro comentou comigo que vários interessados queriam que eu postasse mais informações de como recuperei a minha mesa Mackie Analogica 8 Bus…
Olha, com franqueza, é mesmo coisa de aficcionado maluco, porque sai caro e dá trabalho, não sei se todos acham que vale mesmo a pena, dado o preço irrisório de mercado de usados.
A questão desses preços irrisórios, tem a ver -claro – com a improbabilidade quase absoluta de se encontrar uma Mackie 8 Bus analog na qual tudo ainda funcione, a maioria já não apresenta mais qualidade, potenciometros não operam, chaves não fazem mais o “toggle”, os canais “entupidos” precisam de volume absurdo pra desentupirem, grupos têm cross-talk, ou pior : placas oxidadas, faders de 100mm mortos, não “solam” mais, conectores cheios de barulhos…
Um mixer de engenharia peculiar que complica muito até para se abrir o console, placas dispostas em camadas internas, e por fim, channelboards em grupos de 8 canais, presos com parafusos “allen” microscópicos, facílimos de “espanar” com as chaves vagabundas made-in-china…Mas sou maluco mesmo, então resolví que o meu conjunto de 32×8 com expander 24×8 iria ser provavelmente o último funcionando até o Armagedon, e ponto final… Eu fiz essa longa peregrinação porque eu adoro a seção de equalização da velha Mackie, e também porque essa serie 8 bus análoga é histórica, muito apreciada, tem conexões à beça disponíveis para tudo que é gambiarra, tem 6 auxiliares, entradas de “tape”, e vários “features” que foram deixando de oferecer nos modelos posteriores. Também sou fã de mixer de verdade, sem páginas digitais para navegar, tudinho ali, cara a cara, pronto pra ser mexido em realtime, no estilo antigo…
Aqui vão as dicas tão preciosas que os aventureiros posteriores a mim irão precisar.
1. Potenciometros de Gain que já não operam mais : só trocando o ChannelBoard mesmo. custa 150 dolares cada modulo de 8 , “refurbished”, na DiabloMusic do Ebay :
http://www.ebay.com/usr/diablosmusic?_trksid=p2047675.l2559
Eles são especializados em “canibalização com refurbish”, compram equipamentos e desmembram as peças , oferecendo revisadas, perfeitas, no ebay.
Meu conselho é contabilizar tudo que não funciona mais, e comprar em lote ( num só pacote )
Pelo correio ( USPS) podem colocar mais o frete ( de U$ 80,00 a U$150,00 mais ou menos ) e finalmente, ao ir buscar na Agencia do Correio, leve 100% do valor em reais, em dinheiro vivo ( eu avisei lá em cima que seria para aficcionados mesmo..kkkkk ) . Isso se não ocorrer a entrega por moto, quando então as placas delicadas poderão sofrer fratura irreversível – muito comum, por sinal. PT.
Perda total. As minhas vieram com um amigo, num pacote, bagagem de mão, dentro do avião…Mas o meu caso é especial, teve esse amigão, e tudo deu certo no final.
Mas na hora de trocar, foi um “pain-in-the-ass”, porque tem que ter um método danado : Mesa com pano grosso e macio para pousar o console de cabeça pra baixo, copinhos de plastico pra separar todos os knobs por tipo e cor, e depois tirar TODAS as demais placas que impedem a saída do Channel Board, incluindo as porcas e arruelas de todos os plugs banana das placas de “tape inputs” , os parafusos de todos os conectores XLR ( cannon ) , e ainda as porcas e arruelas de todos os plugs banana das placas de channel inputs , e ainda as placas de saída ( de “link” db50 ) , Só não precisa retirar a placa de “power”, porque está fora da área.
Não adianta nem tentar tirar um módulo sem retirar os de line/mic inputs e os de tape inputs. Voce pode quebrar os outros conectores de flat soldados nas placas de input… É desmontar tudo mesmo, não tem “jeitinho brasileiro” .
Cabe ainda anotar com fita crepe todos os conectores das placas, pra não se enganar : ficar esperto com os CONECTORES DE FORÇA, que são ABERTOS, não têm “encaixe ideal” , e onde qualquer descuido na re-montagem, ( pulando pino ) é queima na hora . Perda Total. PT.
(Obs : este PT que eu menciono não tem conotações políticas, não me comPromeTam ! )
Pois bem, o Channel Board é o último – fora o problema dos parafusinhos allen – chavinhas allen só novinhas, e de aço carbono – as cromadinhas chinesas nem pensar , espanam o parafusinho na hora e a placa não sairá nunca mais da chapa do console !!

Bem, mas digamos que é problema mais simples : o famigeradíssimo Calcanhar de Aquiles das Mackies : flat cables ( ribbon cables ) originais de má qualidade, e que ficam de CABEÇA PRA BAIXO, soltando com facilidade. Precisam ser trocados, todos, e esse é o procedimento que precede qualquer outro.
Mackies com flat cables velhos não valem nada, são apenas sucata.
So adquirir o CONJUNTO COMPLETO da Serie G, ( U$ 240,00 ) – “se” e “quando” encontrar, pois são “mosca branca” ,
Esses Serie G têm conectores com trava e contactores banhados a ouro..
Todos os anteriores( series A. B,C.D e E. não prestam pois os conectores são ZINCADOS, ou NIQUELADOS , e não têm trava .
Curiosidade :não existem ribbons serie F, a fábrica pulou.
Demoraram 5 séries de fabricação ATÉ ACERTAREM OS RIBBONS que funcionariam em definitivo – é brincadeira ????
Dica para achar esses “flat ribbon” cables : ( foi onde eu resolví o meu problema maior, mas tive que encomendar, e depois trouxe comigo numa viagem à querida Maçã…)
DBM Pro Audio 320W 37th St 5th Fllor – New York NY 10018 -212 6290326 – steve@dbmproaudio.com

Uma boa tentativa é utilizar produtos corretos na limpeza e recuperação .
Esta dica é valiosa.
Existe uma linha que foi desenvolvida para a Nasa fazer manutenção dos “rovers” que estão há anos explorando Marte ( já pensaram nisso ? Os rovers são jipes robos duplos, gêmeos siameses… um faz a manutenção do outro…já pensaram na corrosão e oxidação no espaço, em Vênus, com tempestades de ácido sulfúrico ? )
Esse tipo de produto os leigos nunca ouviram falar aqui no Brasil…
Pensar que aqui na Bahia é difícil até quem usa isopropílico, achar Contacmatic nem pensar…)
Pois este é o maior segredo :
www.caig.com ( compra online , também vem pelo correio )

Deoxit G5 para conectores, plugs e chaves ( interruptores liga/desliga ) evitar usar em Potenciometros e jamais usar nos Faders de 100mm !

Deoxit Fades-Series – lubrificantes especiais para faders e potenciometros . Essa empresa despacha para o Brasil, o cara é vietnamita, e se chama Nguyen.

Dicas detalhadas assim , só mesmo aqui, exclusivas para os amigos do Coaxo do Sapo !!!
Abração !

Guilherme Arantes , O Ancião Peregrino.

Governo.

 

Eu procuro não falar de política, pra não ser mais um no coro das obviedades, já que todos estão só falando da situação atual do país, etc…  Está chatíssimo , até porque as mudanças que as pessoas esperam não virão – ao menos na velocidade que todos esperam… O que eu tinha que falar, falei há pouco mais de 3 anos, ao sentar ao piano e compor a música “Moldura do Quadro Roubado”. Ali eu digo tudo, dando forma polida ao que eu acredito, e ao que deixo de acreditar.

Não acredito nesse arremedo de Política que se pratica no Brasil, um jogo sujo sem fim, uma tragédia recorrente de falcatruas desde o Descobrimento. A estas alturas, falta pouco para a Operação Lava-Rabo-dos-Bundas-Sujas se estender até o Barão do Rio Branco, até o Visconde de Mauá , pra se averiguarem as falcatruas da Light , dos loteamentos da britânica Cia City em São Paulo, das implantações arqui-quaquilionárias dos telegraphos, dos telephones, das ferrovias com suas monumentais estações de ferro 100% importadas-até os tijolos- negociadas nos salões com vidros bizotados de Londres e em Paris, por empoladíssimos “gentlemen”, ilustres cavalheiros em ternos de casimira inglesa com colete, tomando seus absintos e fumando seus charutões com seus bigodões  … E ainda ficando para a História como heróis…Vai saber…E quem sou eu pra questionar os Heróis ?  Só não acredito nesse arremedo de Política que se pratica no Brasil. É um teatrinho pra fazer de conta que existe uma Ordem. Não há Ordem alguma, isso é visível, o país patina pra lá, patina pra cá, e volta sempre para o limbo . Há, sim, um espectro de Democracia, é mesmo uma encenação e ponto final. Mas desde a Grécia Antiga, passando por Roma, a proposta é essa, mesmo : de ser uma encenação. Com raríssimas exceções individuais, é cobra-engolindo-cobra.

E pra não me chamarem de “alienado” ou de omisso, por não dar nomes aos bois, cito uma honrosa exceção contemporânea da minha geração : Fernando Gabeira, que, após experimentar a “Política” na praxis, voltou à sua profissão de Jornalista, com dignidade e sempre uma contribuição saborosa e importante para a sociedade : abandonou a “política formal” e suas benesses – não é, pois, um político profissional , sendo portanto uma exceção… mas quantos destes existem ? Uma vez aboletados no poder, os políticos se tornam adictos, tomam gosto pela coisa…Mas, pelo que vemos, era muito mais para os políticos tomarem desgosto pela coisa….

Obs : me orgulho muito de ter feito “Imagens”, o tema de Gabeira para a Prefeitura do Rio, quando houve o “abraço da Lagoa”… Só digo que ele não me decepcionou, muito pelo contrário.

A grosso modo, não há sobrevivência  “nisso que chamam de Política”, sem o chamado “jogo de cintura”, primeiro passo para a malandragem no bom sentido , abrindo caminho favorabilíssimo para a malandragem no mau sentido, e daí à pilantragem explícita é só uma questão de gramática ( ou de aritmética…).

Não acredito em fórmula nenhuma, nem conservadora nem progressista, nem socialista nem capitalista, enquanto os cidadãos em geral  jogarem uma garrafa pet na estrada, acreditando que, a partir do arremesso, aquele dejeto é de “alçada pública”, ou seja, passa a ser problema do “governo”.

Aliás, a sociedade gera todo tipo de dejetos e imediatamente empurra para o que chama de “Governo” – pra depois poder reclamar. É importante ter um repositório de reclamações. Esgoto ? Governo.  Lixo ? Governo. Drogas ? Governo. Crime ? Governo.

O “Governo” é um vilão coletivo, uma instância confortável de terceirização dos problemas. É como para a religião, a figura do Satã.  E quem fica se ocupando muito com Satã perde o seu precioso tempo, que deveria ser dedicado à Gloria do Bem…Como diria Lennon, “Mind Games Forever…” Mas porque então esse Satã ocupa tanto a cabeça das pessoas? Elementar.  O que chamam de “Governo” no Brasil é apenas e tão somente o maior empregador do país. Essa é uma herança da arcaica estrutura ibérica, do colonialismo entesourador extrativista primário. A máquina estatal  emprega milhões , então passa a ser fundamental para a população, é o verdadeiro “patrão” da Pátria. E o pesadelo também.  É por isso que o “butim” governamental  é disputado avidamente entre a direita e a esquerda, infinitamente, de forma pendular. E isso é universal.  Os países que deram certo são aqueles onde os movimentos pendulares entre o socialismo empregador e o liberalismo otimizador  já alcançaram um equilíbrio, no qual esses movimentos pendulares passam a ter uma amplitude cada vez menor, tendendo ao repouso do centro. Exemplo típico : os escandinavos.

A verdadeira “Política” quem faz é o cidadão comum, no seu dia a dia, no trabalho e na sua perseverança, no seu relacionamento estreito com a sua comunidade, arrumando a sua casa, a sua rua, o seu bairro, tendo mais capricho no seu cotidiano, mais atenção com as proximidades, e menos esperanças nas instâncias distantes desse coletivo anônimo, que não tem, nunca teve e nem nunca terá ….

Governo.

Mensagem do Universo

Recebi uma mensagem esta semana. Uma hora eu conto como foi, o que foi. Tem vezes que a gente olha em volta e só vê coisa ruim, e no nosso caso brasileiro, a conjuntura não ajuda : tudo tende a dar errado.

As coisas não funcionam, bate um desânimo e uma descrença, passamos a olhar o Universo como Perverso, e caímos numa armadilha ancestral e cibernética de “defesa e ataque”, que remonta aos nossos primórdios de primatas em mutação, à época dos primeiros bytes da nossa consciência cognitiva, bytes que nos transformaram em vencedores, diante dos muitos perigos de extinção diante da fome, das feras…O homem primitivo era basicamente “caça”, coadjuvante, e ponto final. ( ponto final não, ponto de partida). O gene do pânico é um dos mais importantes da nossa espécie, e está presente em todas as demais. Por essa espécie de “DOS” basal, primitivo, espécie de “terminal level”, sobre o qual rodam os nossos sistemas de pensamento, quando as múltiplas dificuldades insolúveis se tornam toxinas, nos fazem dar “tilt”, dar “pau”, “travar”, nos vemos prisioneiros de um curto-circuito, um ciclo vicioso que se agrava com essas adrenalinas basais do pânico.

Já repararam como nos comportamos numa briga ? Em situações-limite, nas quais tudo pode acontecer ? Esse é o estado de espírito, infelizmente, de milhões de pessoas em situações de vulnerabilidade e risco permanentes…  Então é necessária uma ruptura – um “chutar tudo para o alto” – para os místicos, significa chutar tudo para o “Alto”, ou seja, entregarmos os problemas ao Sobrenatural. O importante nisso não é “para Onde” ou “para Quem” vão os problemas, (dêem a esse “Quem” o Nome que quiserem) mas sim,  a retirada, a remoção deles de dentro de nosso sistema, mesmo que seja para uma “área de quarentena”. Nessa hora, é como se um milagre se operasse. Tantas vezes eu estava lá no fundo do poço, e não sabia que estava na beirada de um vôo espetacular, completamente inesperado. Devemos confiar no inesperado, porque dele é feito o Universo. Para mim, essa dimensão sempre veio, nunca entendi bem porquê…. E quanto mais fundo era o fundo do poço, mais espetacular era o vôo panorâmico que se preparava. Há várias maneiras de se multiplicar o Universo Perverso por “menos um”, e aquilo que parecia derrota permanente, súbito se “converter” em prodígio. É preciso foco e concentração do pensamento, mesmo que estes sejam involuntários. Conversão é uma palavra de múltiplas sinapses, se combina com muitas situações. Desde menino, tenho o costume de largar alguma uma árdua tarefa consumidora, fosse de composição musical, ou de estudar para uma prova, em alguma véspera de Vestibular, algum “limiar de provação”, e largar tudo,  me retirar na marcenaria, ir para a oficina, ir para o jardim mexer com terra, com plantas, ir pescar, ir correr, andar de bicicleta, subir numa árvore, olhar no telescópio, no microscópio, ler um livro, qualquer coisa em que se manifestasse um silêncio interior. Eis o segredo. O trabalho mental ali não para. A mente trabalha profundamente no inconsciente, desembaraçando os novelos até retomar o fio da meada. O que chamam de “Conversão” para mim é multiplicar o mundo por menos um. E eu já tive inúmeras oportunidades de fazer essa transmutação.

Basta, literalmente, com amor se propor à ruptura, na profundidade da nossa inconformidade. As Religiões são especializadas em doutrinar técnicas de se fazer isso. Por bem ou por mal, vivem disso. O importante mesmo é levar esse nível de otimização do sistema para o centro do nosso dia-a-dia. Francamente, não sei exatamente como se faz. Mas só sei que é assim, e cada um faz do seu jeito.

O Universo, então, tende a conspirar a favor.

Nova das Nove – a Cara do Brasil ?

Um dia, eu estava no Rio e fui comer alguma coisa numa brasserie do Leblon, local ultra- conhecido por ser “ponto” de um grande escritor de novelas, que frequenta  inclusive sempre na mesma mesa,se encontrando naquele cair de tarde junto com um emeritíssimo diretor de modernas novelas…
Não pude deixar de ouvir, curioso, “orelhão”,eu estava na mesa do lado…
O papo era a próxima novela, decidida em alguma reunião horas antes…
O Escritor perguntou para o Diretor qual seria a história… Em minha solidão atenta, dei um sorriso…

Pensei, por um segundo, com meus botões : porque esses caras não inventam uma novela para recapturar o publico jovem, hoje tão desinteressado no gênero, e que um dia fez dessa TV o império que se tornou… Me lembro do Jornal Nacional tocando Pink Floyd… Poderia ser uma trama ousadamente chamada “Sociedade Alternativa”, abertura com Raul, se passaria numa ilha, para onde as pessoas cansadas com o Sistema, tentariam um modelo 100% hippie e transgressor… Poderia até depois descambar para a velha cupidez, a velha luta pelo poder, sofrer uma decadência,uma desilusão destrutiva, como o proprio caminho da Contracultura,  mas o ponto de partida seria inovador… no mínimo, balançaria estruturas narcotizadas pelo óbvio…  Então acordei do meu delírio, ouvi novamente  eles conversarem….
Vem aí a nova trama das nove…
Redundantemente, mais uma luta de inescrupulosos pelo “butim” de uma família rica do Rio de Janeiro…
É sempre igual, ninguém vê ninguém trabalhando.
O dinheiro é uma fortuna que será disputada por um batalhão de parasitas.
Fortuna construída num passado de esplendores, jamais se vê construir nada.
Essa fortuna, sempre em poder de uma família milionária, um Grupo com nome pomposo, do tipo”Monteiro de Queiroz”, uma Fundação “Amoedo de Castro”, domínios de algum clã, em cuja mansão, nas encostas do Jardim Botânico, ao sovaco do Cristo, sempre ali, se passa todo o “núcleo rico” do enredo, com suas salas decoradas com móveis estratosféricos, decorações inatingíveis, cristais e objetos de arte ostensivos e obscenos. Enquanto isso, no “núcleo pobre”, aclimatado numa favela suave e digestiva, as pessoas são mais humanas e verdadeiras, lutam com o dia a dia, e sobem na vida. Corta então para uma trilha sonora “inclusiva”, com sertanejo, pagode e funk, pura diversão. Ali, o pessoal ainda é visto batalhando, pra conquistar identificações… Alguém do “núcleo pobre”  dá um golpe, pra ficar com toda a grana da mansão, e até um outro personagem rico se casa por amor com alguém do núcleo da favela…

Arquétipos sem fim. Obviedades.
Será que o Brasil não vai mudar nunca ?

Pedí a conta, cumprimentei os dois, até porque me reconheceram… foram amaveis, delicados…Me convidaram a sentar ali, com eles, mas estava ficando tarde, eu não queria atrapalhar os dois nem invadir aquele espaço mágico da ficção, então me retirei, de volta ao meu mundo trivial, um mundo bem diferente, cuja equação é bem mais complexa de se resolver do que num folhetim…  Será ?

Tecnofobia

Não há nada que me desvie mais do “normal” do que alguma máquina não atender ao chamado. Meu computador mais importante, aquele que levei meses configurando – e que finalmente rodava tudo que eu precisava – piscou, travou, apagou. Na volta, ficou “rodando a bolinha”, sem “boot”,  e simplesmente me largou na mão, justo quando eu estava fazendo uma música ( finalmente, depois de longa estiagem e inércia criativa… ). Parece ridículo, mas é trágico, perturba tudo o mais…Eu fico num estado de irritabilidade, de intratabilidade que dá até pena de quem estiver por perto… Já sou “reclamão” e “trágico” por natureza… Nessas horas é que percebemos o quanto somos a cada dia mais dependentes, vamos capengando de placa-mãe em placa-mãe, de iphone roubado a ipad travado, atualização desastrada de sistema, “firmware” instalado “by automatic demand”( e que não era pra fazer ) , incompatibilidade de plugins, 16 bits, 32, 64 bits, migração de 286 ,386, 486, Pentium II, III, 4, PowerPC para Intel, I3, I5, I7, Usb para Usb 2, para Usb3, Firewire, Thunderbolt, de IDE para Sata, de Win XP para Vista, para W7, para W8, para 8.1, OSX Tiger, Leopard, Snow Leopard, Lion, Mountain Lion, Mavericks para Yosemite, e a grana então ? Já fizeram as contas ? É bem verdade que hoje as máquinas só faltam andar nas águas e transformar água em vinho, mas o problema é com a gente…sistema nervoso , coluna cervical e lombar em frangalhos… O computador é um tirano. Às vezes dá saudade do velho gravadorzinho cassette com microfone e falante embutido. Mono. Era muito mais rápido, eu fazia uma música por dia… Hoje é um tal de inicializar, configurar, um silêncio estarrecedor até tudo estar rodando… Quando está rodando. Quando não está, dá vontade de pegar o martelo, a marreta…e nem vou dizer o resto. Mas vontade é coisa que dá e passa.  Aliás, estou começando a aprender a não ter mais vontades e desejos – eis a chave da felicidade :  a pessoa deixar pra lá…chutar o balde, jogar a toalha, se entregar ao ócio. Não fazer nada e pronto. Virar Guru e esvaziar a mente. Sabe quando o Guru atinge o “Bharata” ? Quando deixa a barba e o cabelo crescerem desgrenhados, já nem toma banho mais, convive com roupas sujas, restos de comida e até excrementos, atingindo um Estado de Abandono, de Esquecimento e Esvaziamento Pleno : Iluminação . Atingir o “Bharata” seria um misto de indiano com kafkiano… Mas como temos que seguir o cotidiano, dá licença que eu vou lá na Assistência Técnica saber se as minhas esperanças já viraram sucata…Saber se o que me resta é comprar tudo de novo, e alimentar essa usina de lixo que é a modernidade. Meu bom humor hoje depende da bolinha parar de girar e o futuro abrir sua tela para mim.

o Carnaval, o Carnaval, o Carnaval….

( Fevereiro de 2015 )

Com todo o respeito a toda cultura envolvida, sei que é parte de nossa identidade , de nossa essência como povo, o lado “bufo”, irreverente e alegre da Terra Brasilis, mas eu não suporto mais o Carnaval. Um dia, gostei. Não tenho mais saco nem pra ver…

( 16 de Fevereiro de 2015)

Gostar ou não de carnaval não tem nada a ver com a idade !

Acho legal a celebração da vida, de se estar vivo.
Celebrarmos que temos saúde, por exemplo, já é uma Mega Sena na vida de cada um de nós…
Os “bacantes” são também uma forma de rito, e o Brasil se parece com a Índia em muitos aspectos do colorido, da alegria, do lúdico primordial, não tem nenhum problema em se gostar de Carnaval …
Eu curti muito, inclusive tive a honra de sair pelo Salgueiro, na Ala dos Compositores, uma experiencia indescritível até porque a gente ganhou naquele ano…
Me lembro também dos carnavais de criança, no interior , ou na praia, os corsos, os clubes, sempre uma alegria genuína…
Na Bahia, em Pernambuco, tive ótimos momentos de carnavais, o coletivo sempre nos contagia com uma força muito grande.
Mas não sei não, ando meio ressabiado com essa combinação do “espirito bufo” da Terra Brasilis com uma sensação permanente de fracasso de nossa Pátria, uma esculhambação interior de ser parte de uma terra tão atrapalhada, que nunca deslancha. O Carnaval me soa uma muleta espiritual para preencher uma grande lacuna que existe no Brasil, enquanto Pàtria.
Parecemos deserdados, desterrados numa “alegre” nação triste.
É só isso. Vontade de que muita coisa mude.
Mas fica sempre, tudo, só pra “depois do Carnaval”…

No mais, bom carnaval para todos !
Não estou aqui pra julgar ninguém, e nem fazer pouco de nossos costumes tão controvertidos…

( 15 de fevereiro de 2015 )

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Pra quem acha que ter “senso crítico” é ficar “chato e ranzinza”, devo acrescentar que uma coisa muito positiva e incrível que aconteceu recentemente foi o reavivamento dos BLOCOS lá no nosso queridíssimo Rio de Janeiro.
Assistimos a isso com muita alegria, uma alegria legítima, é a cara do Rio, é a cara do Brasil que não se extingue, e que resiste…
Reação ao Carnaval segmentado em castas, à segregação e exclusão de uma sociedade mergulhada na “camarotização” – ( hoje este termo vem sendo consagrado nas análises comportamentais ) – Blocos irreverentes e democráticos, sempre trazendo uma forte “pitada” de crítica e mordacidade social e política.
Esse é um lado salutar do “furdunço” brasileiro : o deboche também é uma forma de responder à realidade perversa.
Aliás, no teatro existe o Drama e a Comédia : muitas vezes é pelo riso que se proferem as mais lancinantes críticas na sociedade, vide Voltaire …
Daí a minha enorme simpatia pelo sucesso dos Blocos do Rio.

( 16 de Fevereiro de 2013 )

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O Brasil não é para principiantes, já cravava o Tom Jobim a celebre frase, que de tão sagaz foi incorporada em milhares de reflexões, teses, livros…

Quem não decifrar o que está por trás do Carnaval jamais entenderá o Brasil , por isso, essa discussão será sempre oportuna.
Os filósofos e sociólogos estão sempre futucando esses veios, na esperança de se compreender melhor do que tudo isto se trata…
Por trás de toda a efusividade de nosso povo, se escondem as mais perversas atrocidades, ou as mais atrozes perversidades , e o Carnaval é uma catarse em forma de ópera bufa.
É interessante perceber como ali ocorrem as mais diversas incorporações culturais, assimilações complexas de camadas dominadas com dominadoras, numa confusão mais organizada do que se pensa….

( 16 de fevereiro de 2015 )

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Peculiares relações entre Arte e Política.

Uma obra de arte, quando bela, magistral, verdadeira, inspirada,
quando traz embutido um contexto histórico, politico, social,
com o passar do tempo pode espelhar a realidade das formas mais surpreendentes.
Esta obra, de uma beleza imorredoura, serve a vários contextos, exatamente pela grandeza de sua lavra poética.
Grande poeta, o Grande Chico !

 

Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações

Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)

Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar

 

( 17 de fevereiro de 2015 )